26.9.08

Das mamas e do leite em pó


O que para ali vai no baby-blog (!) da Rititi (estou a brincar com essa do baby-blog). Cada cabeça sua sentença, gente esclarecida que acha que o seu caso faz estatística - a sério, é o que mais me dói ler isto vindo de gente com 2 dedos de testa, eu fiz assim e como o meu filho é lindo, saudável, inteligente, ora não havia de ser, é porque assim é que se deve fazer e esta e só esta é a verdade - sendo que esta verdade vale para as que deram de mamar até aos 5 anos como para as que deram 2 dias. E como donas e donos da verdade (também por lá vi homens) insultam-se de más mães ou de moralistas, conforme os casos, enquanto se esgadanham e se agarram aos cabelos de umas e outras. Bom senso meus senhores e minhas senhoras. Cada uma fará como lhe aprouver, mas, e penso que não ando mal informada, á luz dos conhecimentos de hoje, são inegáveis as vantagens do leite materno. Eu dei de mamar, e como por lá escrevi, odiando faze-lo porque me sentia uma vaca leiteira (escândalo) para mim era como estar a fazer algo de contra-natura. Não paguei ao psicanalista, fui-me habituando e segui em frente. Uma vantagem era poder ver todas as séries que passavam na televisão sem ninguém me pedir para ir fazer outra coisa qualquer, ah sim, eu via televisão e lia enquanto amamentava, não ficava a olhar embevecida para as minhas adoradas (e agora sem ironia) crias. Os meus filhos deram-se bem, e agora até deveria referir que a C. aos 14 anos mede quase 1,80 e tem tudo 4s e 5s na escola, o que só podem ser efeitos de ter mamado.

Mas nós não somos do tempo em que a alternativa às mamas era o leite directamente da vaca, ou da cabra, em que “anjinhos” eram dizimados todos os verões por essas aldeias fora, vítimas de desinteria. Nós somos mulheres modernas, informadas, com acesso aos melhores leites e aos melhores métodos de higiene e de esterilização. O que não é válido para todas as mães e para todos os bebés do mundo, não é válido para a maioria de umas e de outros, e por isso a recomendação da OMS de dar de mamar até aos dois anos faz todo o sentido.

Dakar

Chega agora o Dakar, o cachorro com cor de deserto, que nem sonha com a missão que o espera. Estamos muito orgulhosos por podermos participar neste projecto.





livros e chinelos roídos aparte

Elogio do silêncio


Ando a reler o “Nome da Rosa” e verifico que já no sec XIV, mesmo quem, pela regra, a ele era obrigado, o praticava pouco, e com evidentes prejuízos. Refiro-me ao silêncio, esse bem precioso. E hoje, século XXI ao silêncio como contraponto ao ruído insuportável da comunicação social (o mais drástico dos exemplos), ruído estéril de fogos-fátuos; por isso não vejo telejornais nem debates e, sinceramente, ganho em paz distanciamento e alguma lucidez. Já aqui contei como o ultimo mês de Agosto, o passei retirada no meio das serranias e dos rebanhos. Uma amiga que me visitou resumiu assim, sítios bonitos há muitos, mas com esta tranquilidade e silêncio... sempre o almejado silêncio. Por isso me passaram ao lado os turbilhões dos sequestros e dos assaltos de um país que da noite para o dia passou dos brandos costumes a um antro de violência. E que perdi por não o saber? Nada. Este blog recusa-se a discutir e a veicular esse tipo de actualidades, tem coisas mais importantes para fazer, mesmo que as não faça.

24.9.08

O Magalhães e a vagina


A propósito do Magalhães já ouvi e li de tudo, mas como não vejo habitualmente televisão, perco estas pérolas. A sério, eu como mãe de filhos com acesso à internet há já alguns anos nem durmo perante a hipótese de os meus filhos virem a escrever a palavra vagina num motor de busca. De certeza que quem fez essa peça (que como digo não vi) não tem filhos.
Em relação ao Magalhães o que realmente me preocupa é se os professores do 1º ciclo e, já agora, os encarregados de educação estão realmente à altura de permitirem que os meninos e as meninas possam tirar o maior benefício das novas tecnologias. Nomeadamente ensinando-os a separar o trigo do joio. E quanto a isso ponho as minhas dúvidas. Quanto ao resto xô, velhos do restelo...

Tudo o que não é nacional é bom


A excitação que paira por aí em relação a esta abertura é mais uma demonstração da nacional saloiice do que o que não é nacional, tudo o que vem dos países ditos civilizados, é necessariamente, forçosamente, bom. Ainda me lembro dessa, que se viria a configurar numa tragédia, abertura do primeiro McDonalds em Portugal, e de ter uma data de colegas (que tinham vivido na estranja, logo muito mais cosmopolitas do que esta pacóvia que aqui escreve) excitadíssimos com a ideia. Agora negariam sete vezes esse regozijo, mas na altura...

Outro exemplo, na caixa de comentários de um blog ali ao lado, em que se escreve a propósito da alimentação nas escolas portuguesas, não falta quem apele a um Jamie Olivier nacional, que venha ensinar os responsáveis a darem comidinha saudável às crianças. Possivelmente comentadores(as) que depois de descarregarem a boa consciência no blog, correm a dar almoço às crias no fast-food mais próximo ou a comprar a sopita knorr no supermercado. Mas isso não interessa, o que é para aqui chamado, é que essas senhoras e esses senhores parecem ignorar, ignoram certamente, que nas escolas inglesas, antes e depois da era Jamie Olivier se comia e come muito, mas muito mal. Aliás para não me deixar mentir uma das comentadoras refere a propósito de escolas no UK onde trabalhou “as crianças (até mesmo os bebes) comiam era peixe frito com batata e ervilhas, batata assada com atum e mayonese ou feijões com tomates (?) (baked beans) e queijo e se tinham fruta para sobremesa não tinham sopa para entrada, por vezes eram só sandes (!) para o almoço” . Enquanto que em Portugal, para já, continua a haver, sopa, um prato e fruta.

Valha-nos o Eça

é a economia estúpido, post sem a mínima relevância



O meu filho mais velho entrou agora no 10º ano, área de económico-sociais, na mais prestigiada escola pública de Coimbra. Ontem confidenciou-me que a maioria dos colegas de turma, que não ele, rapazes e raparigas de 15 anos, escolheram aquela escola e aquela área porque pretendem seguir uma carreira política. Mais, todos eles têm já a sua simpatia (ou mais que isso) partidária definida, há apoiantes do PS, do PSD e do BE, pelos vistos os comunistas estão out. Ao saber disto, obrigada meu filho, fiquei muito mais descansada em relação ao futuro do país.

22.9.08

What was she guilty of?

Nem tanto Rui, eu não aceito a pena de morte. Mas sobretudo:

Sobell told the Times last week he believes Ethel Rosenberg was aware of espionage by her husband but didn't actively participate. "What was she guilty of? Of being Julius' wife,"

Perguntas muito difíceis

Quem é aquele ali?
-é Jesus.
-e porque é que ele tem aquele vestido com uma maminha de fora?
-porque Jesus viveu há muitos, muitos anos, e os homens naquele tempo vestiam-se assim.
-e aquele ali, quem é?
- também é Jesus
-e que está ele ali a fazer?
-aquilo é uma cruz, os maus puseram lá Jesus para o matarem.
-e porque é que ele tem aquele pano a tapar em baixo?
-para se não ver o rabo (blasfema?)
-e aquele ali com uma espada?
-é S. Paulo.
-e porque é que ele tem uma espada, era mau?
-não, aquela é uma espada do bem.
-não há espadas do bem...
-pois, se calhar era para se defender dos maus
-e porque é que Jesus não usou uma espada para se defender dos maus?
-porque Jesus era muito bom. (bolas, não o volto a trazer à igreja)

18.9.08

5*



Já tinha lido no “Público on line”, o Rui destaca e bem, eu também aplaudo.


Eu não acho que tenhamos que ser sempre sérios e considero que há lugar para outras brincadeiras desde que não sejam gritar “Sexo orgia e electrotecnia” mas, esta iniciativa dos alunos de medicina de Lisboa é super-hiper de louvar.


Nota: Estou a escrever no campus universitário – sim, eu também escrevo, às vezes, no local de trabalho – e está tudo muito silencioso. Será que “times are a-changing”, Rui?

Morte aos feios



Há já alguns anos que conheço alguma obra de Damien Hirst, em 2003 em Lubljana visitei uma grande exposição dele, e depois fui seguindo. Mas só agora conheci a cara do artista. E percebi tudo, é raro ver-se um tão elevado grau de mimetismo entre o autor e a sua obra. Olhem para a fotografia acima, não se fica à espera de ouvir, óinc óinc?

apesar disso acho graça à caveira dos diamantes.

O banquete





Este piqueno post*, e principalmente os comentários, despertaram em mim recordações pantagruélicas:

top dos tops, primeiríssimo lugar: uma lata de leite condensado, junto o dinheirito fazia-se uns buracos na tampa com o que houvesse a jeito, e passava-se de mão em mão no meio de muita guerra estás-a-comer-mais-do-que-eu.
2-mousse de chocolate feito com nesquick
3-claro, as gemadas com claras em castelo
4-tudo o que levasse ketchup, tudo com ketchup, ketchup com tudo
5-tostas mistas sem fiambre, quando este não existia em casa.
6-todo e qualquer chocolate Pantagruel que a minha mãe guardasse com desvelo para a próxima confecção culinária
7-misturas nojentas à base de coco ralado
8-bolos de bolacha feitos em 3 tempos, com tulicreme, com nutela, com o que houvesse
8- farinha torrada, mais ou menos assim, numa panela torrava-se farinha de trigo até ficar acastanhada, depois levava leite e açúcar
9-tudo e qualquer coisa que houvesse em casa, bolachas, nozes, amêndoas, mostarda, maionese, queijo, nem sei como tenho lata para ralhar com os meus filhos.
*a despropósito comecei agora a habituar-me ao novo template, demasiado ruído para o meu gosto, parece a última remodelação gráfica do “Público”. Ok, mas a gente habitua-se e o conteúdo (o do womenage não do Público) merece.

17.9.08

Do velho, do rapaz e do burro, a ecologia


Vá uma pessoa dar-lhes ouvidos, se uns me enaltecem pela generosidade de ter 3 filhos, outros apelidam-me de egoísta, ter um filho é um acto de egoísmo para o Planeta Terra, essa coisa. Estes últimos fazem-se esterilizar para poderem f. à vontade sem o peso de poderem vir a contribuir para um maior gasto de recursos naturais e para a destruição do Planeta Terra, essa coisa. Depois, chamados à razão, relativizam, nós podemos pensar assim porque sabemos que muitos há que assim não pensam. Como é que se chama a isto?

Ainda dos livros de férias



“Os Males da Existência”, eu fui das que acreditei que havia mesmo um António Sousa Homem. Aliás dele já tinha lido algumas crónicas no DN, e se até lá estava chapada a fotografia (e continuo a por em causa a ética de usar a fotografia de outrem. Ou é uma manipulação computacional futurologista do retrato do FJV?). O certo é que desde que soube que o homem Homem não tinha existência real comecei a achar menos piada ao livro, a encontrar-lhe demasiadas repetições e, sobretudo, inconsistências. Eu conheço uma mão cheia de António(s) Sousa Homem deste mundo e, por exemplo, nenhum veria com a ligeireza deste aqui os sobrinhos a fumarem haxixe no fundo do jardim da casa de Moledo.

16.9.08

Portugal e a Sra Palin



Andei por um congresso de americanos. Sinceramente, esperava-os mais gordos e mais altos, mas a maioria dos americanos que por lá andavam, representando as melhores e mais finas universidades americanas, eram, actually, pequenos, magros e de olhos em bico. Nesses congressos muito grandes e americanos anda toda a gente a olhar para a região torácica de toda a gente a tentar ler o badge. O americano, não grande e não oriental, mas com elevado grau de miopia, não conseguindo ler o meu badge perguntou-me da minha proveniência. Quando lhe respondi, Coimbra, Portugal, franziu os olhos e do cérebro saiu-lhe um bocadinho de fumo, mas não, não me conseguiu localizar. Perdoo-lhe, eu também não sabia quem é a Sra Palin, tão importante para ele.

Cá estou de novo na blogosfera, para entregar o prémio “a sinceridade não é o meu forte”

Confesse Ana, é com pesar?

15.9.08

Cachupa

Em Nice há um restaurante muito pequeno, muito pequeno, chamado Aux Délices du Cap Vert. Um destes dias à porta brincavam dois miúdos crioulos, mais nus que vestidos, estariam bem na Cidade da Praia, lá dentro a mãe dos cachopos, uma rapariga nova e bonita fala um francês escorreito. Na ementa, cachupa, escrito assim mesmo, já não há, feijoada, escrito assim mesmo, já não há, bacalhau à Brás e bacalhau com natas, com esta ortografia, já acabou, já não há. Das delícias de Cabo Verde restavam as omnipresentes pizzas e as cervejas, Sagres e Super Bock, e é pelas cervejas que lá chegam os clientes, como se constatou com um rápido olhar em volta da meia dúzia de mesas.

Malgré tout

Em Nice, na Promenade des Anglais, fui violentamente atropelada por uma patinadora suicida, caí desamparada e bati com a cabeça na pedra dura. Enquanto decidia se estava viva ou morta, se me conseguia levantar ou me quedaria por ali, ouvi “madame devia ter mais cuidado, isto aqui não é os Estados Unidos". Levantei-me esclarecida, mas ainda me dói a cabeça.

Camané et marinières, la mélancolie

o homem disse-nos, on ne dit jamais je veut , seulement Dieu peut dire je veut, on dit je voulais, je voudrais.
o homem disse-nos, non, vous n’êtes pas désolé, vous êtes déçu, moi, moi je suis désolé
o homem disse-nos, o francês não é língua para ser cantada, a vossa sim, moi j’aime beaucoup le fadô, la mélancolie...
o homem disse, gosto muito de fadô, mas não conheço nenhum nome e queria tanto (voulais? voudrais?) comprar um CD de fadô. Podem indicar-me um ou dois nomes.


com pouca convicção escrevo no papel da conta do jantar, na parte de trás das marinières et frites, Mariza, Camané.

3.9.08

Dos livros das férias



Costumo guardar para as férias livros de grande fôlego, no ano passado li os 4 volumes do “Guerra e Paz”. Este ano tinha-me decidido por Dostoiévski e reler o “Crime e Castigo”. Mas não, ao olhar para a estante salta-me o “Marguerita e o Mestre” do Mikhail Bulgakov. Abro-o e encontro um papelito com um recado enviado por um amigo em 2003, terá sido a primeira tentativa de o ler. Estranhos desígnios, o que me terá feito abandoná-lo? Tinha-o na conta de um livro difícil, desta vez achei-o deli-deli-delirante. Sabe Deus, ou neste caso o diabo, porquê, vem-me à memória o “Versículos Satânicos”, bom pelo menos têm em comum o terem sido proscritos. Outro, desta vez era a autora que me assustava, shame on me, Agustina, li “Fanny Owen”, e a Agustina escreve tão bem, tão bem.
Depois li o conto que já referi do Gabriel Garcia Marquez.
Uma vantagem de se voltar todos os anos à mesma casa é que esta se torna um depósito de livros e revistas que alguém leu há muitos, muitos anos. Encontrei uma colecção chamada “Duas horas de leitura”, e li mais dois livros de contos, “Os contos de Odessa” do Isaac Babel e um outro de contos do S. Fitzgerald de que não recordo agora o título, contos de gente maligna. Também por lá encontrei e reli pela milionésima centésima vez o “Suave Milagre e outros contos” do Eça, parece-me que já sei passagens inteiras de cor.

Depois encontrei umas revistas "Ler" antigas e numa delas, de 1999, estas afirmações de José Saramago:


“Tenho dúvidas sobre a utilidade da acumulação de dados a que estou procedendo. Saber quanto ganhava um escriturário de 1ª, ou que havia automóveis da marca Terraplane, ou que uma geral no Coliseu custava 3$00, importa a quê, ou a quem?
...
Mas provavelmente estou nisto como estava quando foi de Mafra: as informações que, logo de entrada, eu sabia inúteis, são mais em número e maiores em importância do que aquelas que o livro vem a acolher. Provavelmente, repito, haverá que recolher o quanto baste de supérfluo que torne sólido o material aproveitado.”


é também disto que se faz um Nobel, digo eu.
nem só de ovelhas se fizeram as férias, de qualquer modo a um pastor sobra-lhe muito tempo enquanto as ovelhas pastam a erva tenra e as cabras destroem os arbustos em redor.

Literatura Infantil



Durante as férias li mais um livro, um pequeno conto, do Gabriel Garcia Marquez, com ilustrações muito bonitas, editado pela D. Quixote. Já tinha lido outras histórias desta colecção, desta vez “A sesta de Terça-Feira” um conto sobre o amor de mãe.
Vejo na lista dos livros publicados outro título “Maria dos Prazeres” e fico a pensar que será a mesma história que vi adaptada no Caruma e que contei aqui. É efectivamente: Garcia Marquez narra a história de uma velha puta de Manaus que “trabalhou” toda a vida em Barcelona e que, velha de mais de 70 anos, a cause de um “prenúncio de morte” se prepara para que quando isso acontecer alguém chore por ela. A história é bonita e comovente, contada como Gabriel Garcia Marquez o sabe fazer mas, o que interessa para aqui, é que encontrei o volume numa estante da biblioteca infantil da Casa da Cultura de Coimbra. Se tem ilustrações é para crianças...

O meu episódio de Carjacking



Ontem fui vítima do meu primeiro carjacking. Não foi assim um carjacking carjacking mas, acho que conta. Leio na wikipedia: Carjacking is a crime of stealing a motor vehicle when the vehicle is occupied, e pelo menos uma das premissas foi verificada, o veículo estava ocupado, se o criminoso decidiu não levar o carro, pois, problema dele. O que é certo é que eu estava no carro, sentada no lugar do passageiro, esperando e desesperando, observando minuciosamente as sobrancelhas no espelho retrovisor, quando alguém entrou no carro e nem pestanejei, supostamente esse alguém seria o dono do carro e seu condutor que finalmente chegava. Eis quando reparo num SG-ventil a ser poisado no espaço inter-bancos, mau-maria, o dono e condutor do carro não fuma, se calhar estou a ser vítima de carjacking. Viro-me para a minha esquerda, estou mesmo, nunca vi este gajo, e agora? Faço uso da fleuma que tenho e da que não possuo: o senhor está enganado. O criminoso parece reparar pela primeira vez na minha pessoa e tem uma reacção estranha: Ai Jesus, grita deitando as mãos à cabeça, e sai espavorido carro fora. Devo ser muito feia, nem os carjacktistas me querem...