27.2.09
26.2.09
Ponto da Situação
“As Benevolentes”, página 376, os Alemães em Estalinegrado.
Quanto a tudo o resto... continuo sem opiniões.
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18.2.09
See you soon
estou farta de blogs, dos meus e dos outros, até à náusea, de quase todos os que estão ali ao lado e de todos os outros.
e comecei a ler “As Benevolentes” e só ainda vou pela página 94...
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16.2.09
Um ex ex ex ex
semanário de referência. Quem formou estes jornalistas? Ou isto significa o quê?
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Emigrar
Daqui só para o Brasil. Quero lá saber se o resto da Europa tem mais isto ou mais aquilo, eu quero é sol ... e português (a língua).
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15.2.09
11.2.09
10.2.09
eles lá sabem o que a casa gasta
no quarto do hotel, um guarda-chuva pendurado e um recado: use-o enquanto aqui estiver! grande, resistente e vermelho, a minha cor preferida.
No final da estadia se o quiser levar comigo pago 7 euros, vale o negócio apesar da publicidade ao hotel. É bem melhor do que o da Zara de Coimbra, também vermelho, a minha cor preferida, e que custou 10 euros.
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isto deve ser da chuva

You're Siddhartha!
by Hermann Hesse
You simply don't know what to believe, but you're willing to try anything once. Western values, Eastern values, hedonism and minimalism, you've spent some time in every camp. But you still don't have any idea what camp you belong in. This makes you an individualist of the highest order, but also really lonely. It's time to chill out under a tree. And realize that at least you believe in ferries.
Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.
ou da temperatura demasido elevada do quarto hoteleiro, que nunca vi tanto disparate about myself.
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Bruxelas, dia um
Chuva, vento e muito frio, começa-se de noite, de noite se acaba
Quem me manda a mim pobre caixeira-viajante, vir passar os dias nesta cidade inóspita, neste inverno inóspito, sozinha no meio de pessoas que não conhecia de lugar nenhum.
Frio e chuva, mas ainda há-de nevar e que assim seja.
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Bruxelas dia zero
Apanhar um voo da TAP Lisboa-Bruxelas à segunda-feira à tarde é toda uma experiência para uma provinciana. Para começar confirma-se que a semana eurocrática só começa à terça-feira. O Sr de Deus Pinheiro, cavalheiro, cede-me a passagem à entrada no avião e fica-se pela executiva, ora pois. Sento-me no meu lugar e começo a ler o jornal que a TAP gentilmente me oferece (fico a saber que como comprei uma tarifa disccount não tenho direito à costumeira revista, e eu com isso que com a diferença de preço posso pagar um ano de assinatura da mesma). Então, estava eu sentadinha a ler a análise dos sucessos do Louçã na Convenção, e a meditar se manteria o meu habitual voto BE nas próximas eleições, que já simpatizei mais com o Louçã, quando entra no avião o Miguel Portas. Miguel Portas procura o seu lugar em classe económica (coerência é só mais uma das suas qualidades) e lança-me um sorriso (pudera, perante o meu olhar insistente) as duvidas desaparecem, BE conta comigo.
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6.2.09
5.2.09
Pesadelo
E vão duas. Um dos meus maiores traumas, a minha amiga Ju a sair ufana da sala o desenho geométrico impecável já nas mãos do professor, o meu olhar de espanto e inveja, as mãos borradas de preto de tinta da china, a luta com o tira-linhas e o compasso da melhor marca que havia no mercado, e a minha amiga Ju que tinha um vulgar molin, há quanto tempo não limpa esse tira-linhas, menina I.? A elipse quase sofrivelmente delineada quando cai, sem dó nem piedade, um borrão preto no canto da folha que de branco já tinha pouco. Uma potencial e incompreendida Pollock.
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O passageiro clandestino
Uma das mãos, fora da água, agarrava-se ao degrau inferior da escada. Estava completo, só lhe faltava a cabeça.
Joseph Conrad, O companheiro clandestino
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4.2.09
Nadal

Madame B. era uma figura... metro e meio de gente, nada e criada em Paris respirava o chic por todos os poros. Aos 85 anos era para ela impensável sair de casa sem a maquilhagem irrepreensível e conduzia um twingo pelo trânsito caótico de Paris como quem anda de bicicleta na pradaria. Habitava um prédio num dos arrondisements centrais com o elevador mais minúsculo que alguma vez vi, duas pessoas apertadas desde que nenhuma fosse muito volumosa. Num parisiense domingo de Inverno, depois do tradicional almoço de família pergunta-me ela “Isabel, gosta de ténis?”, perante a minha cara de nem sim nem não continua “a mim empolga-me, se pudesse ainda ia aprender e não perco um match na televisão”.
No último domingo, e pela primeira vez, também eu me empolguei: Nadal.
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mas haverá outra forma de nascer na Bielorrússia?
Já por aqui referi este assunto várias vezes, faz parte das minhas lutazinhas de estimação. O número de cesarianas reflecte normalmente o atraso de uma país, embora sejam as classes mais favorecidas quem mais recorre a este tipo de parto.
Duas pequenas contribuições:
quando nasceu o meu filho mais novo calhou-me partilhar o quarto com uma muito jovem mãe da Bielorrússia. Falava ela muito mal o português, sobretudo percebia mal o que se lhe dizia, mas de passarmos os dias cama contra cama a certa altura já eu funcionava como tradutora. Antes da “alta” era tradição o director da maternidade vir visitar as puérperas. Pergunta à rapariga, foi o primeiro parto? – que não, tinha uma menina nascida na Bielorrússia, mas de cesariana. O Director entre dentes para o séquito de internos – mas haverá outra forma de nascer na Bielorrússia?
no ano seguinte, chegou a hora de uma amiga brasileira, nordestina, mas a residir em Portugal. Parto normal. Confessou-me depois ela o seu espanto - eu nem sabia que havia parto normal, no Brasil isso é coisa de gente pobre, a minha família ficou chocada, minhas cunhadas vão para a clínica fazer cesariana.
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Tem Vossa Exa. muita razão
Vieira do Mar . E diria mais, há muito tonto(a) por aí que vislumbrou na blogosfera um caminho mais ou menos fácil para o estrelato (bacoco, diria eu, mas, enfim, a cada um os seus objectivos) e para isso é preciso mantermo-nos de bem com os amiguinhos influentes.
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Hardy*

O mundo também mudou desde o tempo de Hardy. Um dia típico de Hardy consistia num máximo de quatro horas de pensamento intenso acerca de problemas de pesquisa; o resto do dia era então ocupado a ver o jogo de cricket, a sua grande paixão não matemática , e a ler os jornais.
Ian Stewart “Cartas a uma jovem matemática” relógio de água
*G. H. Hardy, grande matemático inglês (1887-1947)
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3.2.09
enquanto aspirava a sala
hoje, logo de manhã, tinha a televisão ligada enquanto aspirava a sala, duas zueiras em simultâneo, quando percebi que estava um senhor a falar de um novo folhetim que aí vem para substituir o caso esmeralda que já deu o que tinha a dar. Percebi qualquer coisa sobre famílias de acolhimento e de uma criança .......... 2 meses ...... 3 anos. Disparate pela certa.
Não se entregam bebés de 2 meses a famílias de acolhimento, aliás ponho em dúvida que se deva entregar criança de idade alguma a famílias de acolhimento.
continuei com ambas as zueiras ligadas, o senhor desapareceu do ecran e pareceu-me que o caso bebé de 2 meses já estava em directo, e que se confundia perigosamente com o caso esmeralda. Nem uma coisa nem outra, estavam em intervalo a anunciar a novela do fim de semana.
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1.2.09
rosinhas e margaridas
poucas coisas me irritam tanto como os e as lulus. Hoje estava eu a limpar a merda que o ingrato do “meu” cão fez no meio da ponte, mas ao menos aquilo é um cão, quando me dou a ser observada por uma estúpida e desdenhosa luluzinha encaracolada, aquela coisa nem cocó deve fazer, e oiço uma voz humana de uma humana lulu (há já vários estudos científicos e muito sérios sobre as semelhanças entre os cães e os seus donos), vem cá pipoca! grrrrrrrrrrr, anda boneca, vem à dona. E lá se foi a lulu pipoca boneca, rabinho gordo a dar a dar, ter com a dona que na vez de miolos deve ter rosinhas de cheiro e margaridinhas brancas na encaracolada cabeça.
e depois disto retiremo-nos de novo
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