31.5.07

Por amor de Deus, festa é festa

Quando há três anos estive a fazer um curso em Lubliana fui, juntamente com os meus colegas vindos dos quatro cantos da Europa, por duas vezes convidada para recepções oficiais: uma vez pela Câmara Municipal, a segunda pela Universidade quando esta homenageava dois professores jubilados. Nas duas ocasiões ofereceram-nos um muito bem servido coctail, cheio de coisas boas mas… acompanhado de sumo de maçã a fingir de espumante, uma coisa parecida com o Champomy que os meus filhos me pediam na passagem de ano. Aceitámos as explicações dos anfitriões de que com aquela medida, não servirem bebidas alcoólicas em recepções oficiais, pretendia o governo passar a mensagem de que pode haver festa sem álcool, na tentativa de diminuir o alcoolismo na Eslovénia. Aceitámos mas não achámos graça, festa é festa. Pelos vistos o governo português teve a mesma ideia, mas por cá para combater a obesidade. Quer que quando formos a reuniões e congressos em vez de nos regalarmos com uns bolinhos ou uns pastelinhos de bacalhau, nos sirvam pão escuro com fiambre de peru. Eu até gosto de pão escuro mas, por amor de Deus, ninguém vai a tantos meetings que engorde só de coffee-breaks. Festa é festa.

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