9.5.07

Cortejo

Não lhes vou ver o espectáculo, mas não lhes quero mal. Hoje a cidade acordou no meio do cheiro a bexigas fracas, uma rapariga que passa, a capa sobre um vestido vermelho, uma “antiga” a quem calhou mal a nostalgia, que faço eu aqui? um sinaleiro improvisado, o rapaz que impacienta na tentativa de arrastar o amigo para casa, o que faço eu aqui? Deixá-los com o seu espanto, fortes e mansos, coitadinhos, leões com coração de passarinhos.

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