Ultimamente
Ultimamente não tenho tido tempo nem paciência para escrever, nem para ver televisão, nem rádio no carro, e ia dizer, nem para ler. Nem para ler não é verdade, porque no feriado (4 de Julho, dia da Rainha Santa Isabel, nossa padroeira, feriado municipal de Coimbra) li de uma ponta à outra “As mulheres do meu pai” do José Eduardo Agualusa. Na verdade eu até nem queria ler “As mulheres do meu pai”, na noite anterior tinha ido à FNAC pelo “O Vendedor de Passados”, que me parece uma ideia fantástica, uma ideia de negócio, quero eu dizer; mas na FNAC apareceu-me “As mulheres do meu pai” e como o que eu queria era trazer o Eduardo Agualusa, que é bem giro e charmoso, mais o vidão que ele leva, de África para o Brasil passando por Portugal, a vidinha que mesmo me convinha, olhei para o livro e disse “também serve”. E serviu para que no dia 4 de Julho eu não fizesse praticamente mais nada e chegasse ao fim do dia com o livro lido e a sensação de dever cumprido, tipo aqueles programas de televisão que se comprometem a redecorar completamente uma divisão de uma casa em 48 h, e no fim das 48 h ficam todos muito satisfeitos porque conseguiram e ficou tudo muito giro. Gostei do livro, lê-se bem, tem personagens interessantes, algumas divertidas, algumas trágicas, e sobretudo tem África, e eu gosto muito de África, apesar de nunca lá ter posto os pés.
Para além do romance do Agualusa, li esta noite a revista Visão quase de fio a pavio. E gostei de saber que o Saldanha Sanches chumbou, chumbaram-no, nas Provas de Agregação, porque objectivamente, o homem só sabe de Direito Fiscal, não sabe nadinha das outras áreas do Direito e isso não pode ser. Vê-se logo, não vê? Francamente Saldanha Sanches, cabulão!?
Televisão é que eu não me lembrava de ver, não fora a Vieira do Mar recordar-me um episódio no qual tropecei num noticiário, e nem sei como é que o esqueci de tal maneira o achei vergonhoso. Eu nem conhecia o ministro da agricultura do governo Sócrates, mas acho que nunca mais vou esquecer a cara de imbecil com que ele respondeu a um pescador, que se queixava que isto das pescas desde que entrámos na CE vai de mal a pior. E o ministro, ar de enjoado, respondeu-lhe “olhe, peça para sair da CE”, como quem diz , “Vá à merda” (Vieira sic), ou “seu monte de lixo, não me chateie”. Se calhar o cheiro a peixe estava a pô-lo, a ele ministro, maldisposto, eu também não gosto do cheiro das lotas, mas, a sério, se algum dia me saísse uma resposta dessas, eu, de vergonha, pegava no primeiro balde de carapaus e enfiava-o pela cabeça abaixo.
Para além do romance do Agualusa, li esta noite a revista Visão quase de fio a pavio. E gostei de saber que o Saldanha Sanches chumbou, chumbaram-no, nas Provas de Agregação, porque objectivamente, o homem só sabe de Direito Fiscal, não sabe nadinha das outras áreas do Direito e isso não pode ser. Vê-se logo, não vê? Francamente Saldanha Sanches, cabulão!?
Televisão é que eu não me lembrava de ver, não fora a Vieira do Mar recordar-me um episódio no qual tropecei num noticiário, e nem sei como é que o esqueci de tal maneira o achei vergonhoso. Eu nem conhecia o ministro da agricultura do governo Sócrates, mas acho que nunca mais vou esquecer a cara de imbecil com que ele respondeu a um pescador, que se queixava que isto das pescas desde que entrámos na CE vai de mal a pior. E o ministro, ar de enjoado, respondeu-lhe “olhe, peça para sair da CE”, como quem diz , “Vá à merda” (Vieira sic), ou “seu monte de lixo, não me chateie”. Se calhar o cheiro a peixe estava a pô-lo, a ele ministro, maldisposto, eu também não gosto do cheiro das lotas, mas, a sério, se algum dia me saísse uma resposta dessas, eu, de vergonha, pegava no primeiro balde de carapaus e enfiava-o pela cabeça abaixo.
1 comment:
Eu preferiria atirá-lo à cabeça do ministro. O balde, o Agualusa esse está em lista de espera (pás férias, q é onde se mete tudo em lista).
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