7.6.06

Hoje estou assim, e ainda só é quarta-feira

Eu gosto é do Verão
De passearmos de prancha na mão
Saltarmos e rirmos na praia
De nadar e apanhar um escaldão
E ao fim do dia, bem abraçados
A ver o pôr-do-sol
Patrocinado por uma bebida qualquer


lyrics by fúria do açúcar, a foto é só para o estilo, detesto martini.

5.6.06

Plano Nacional de Releitura

Que linda e excelente ideia, que livros relemos? de que livros não nos conseguimos separar quando chegam ao fim, e a eles voltamos, uma e outra vez?

Num blog aqui perto

A paridade: um excelente post do Rui.


A carruagem está cheia e a cena é cavalheiresca. Somos 5 homens a viajar de pé e apenas dois viajam sentados. No total somos 85 passageiros, entre os quais apenas 7 homens, menos de 10% portanto.
No dia anterior ao entrar atrasado no avião que me trouxe de volta para Portugal, atravesso a zona da business class que contava uns 15 passageiros, era só homens.

Dos médicos

Os exemplos são tantos que caímos na tentação de os tomar como regra. A queixa mais vezes ouvida prende-se com a parte humana. E nem é preciso que me contem, basta ter tido o azar de passar um bocado, pequeno que seja, nos serviços de urgências de um qualquer hospital (público). E quanto mais pobres, velhos, vulneráveis mais fácil é que os Srs Drs os maltratem, porque não sabem que comprimidos andam a tomar, porque não seguiram o tratamento correctamente, porque nem sequer percebem o que se lhes pergunta.

E mesmo quando se não é velho, nem vulnerável, nem se está muito doente a probabilidade de sermos mal tratados é bastante apreciável. Um dia fui parar, quase que por engano, a uma consulta de especialidade num hospital público e tive que aguentar despida, deitada na maca, que o Prof acabasse de contar aos Internos a caçada ao javali do último fim de semana, para depois ser observada. Valeu-me o javali que fugiu e deixou o Sr. Prof de mãos a abanar.

E o que irrita, o que revolta, é saber que nenhum destes malcriados senhores se comporta assim nos seus consultórios privados, aí são todos atenção e mel. Que rapidamente perderiam a clientela. Que ninguém no seu perfeito juízo, lhes daria uma pipa de massa para ser maltratado. A deontologia do paga.


Felizmente há muitos exemplos do contrário, quando estive grávida, fui seguida, e bem, no sistema público. E sempre recordo a vez em que estava a servir de intermediária num telefonema para um famosíssimo cirurgião num hospital público e ouvi do outro lado “O sr. Professor não pode atender porque está a dar o biberão a um bebé que operou, mas quando terminar liga-lhe.”


Mas os maus exemplos são tantos que caímos na tentação de os tomar como regra.

1.6.06

The line of beauty



Um universo muito estranho, a aristocracia inglesa (se não é a aristocracia é pelo menos uma classe alta, instalada e influente), nos anos Tatcher. Conservadores lactus sensus: conservadores dos seus privilégios e status, moralmente muito pouco, ou… quando convém. Pelo meio, ou no centro, um universo ainda mais estranho (pelo menos para mim) o (um) universo gay. Sexo, drogas e … política, baixa, muito baixa, política.

Na 2: às quartas-feiras

O SONHO


Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.

O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão
E a estrela ia subindo azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.

Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.

Miguel Torga, Diário



Para todos os meninos a quem o mundo roubou a possibilidade do sonho.